12 de maio de 2012

Sobre a Lana Del Rey

Sabe a Lana del Rey? A cantora hipster que foi no SNL e gerou uma onda de ódio por parte das pessoas? A que todo mundo adora criticar porque ela é bonita (com ou sem cirurgia plástica), porque tem dinheiro, porque provavelmente só conseguiu uma carreira tão rápido por influência do pai dela e porque ela endossa essa imagem da mulher dependente que faz tudo pelo amor da vida dela? Pois é, eu adoro o álbum dela. Acho genial.

Vou dizer que antes de ler esse artigo, essa não era a minha opinião. Eu gostava de Video Games, porque é mesmo o tipo de música que eu gosto, eu concordava que não era lá a representação ideal de um relacionamento, nem que ela era um exemplo a ser seguido por outras mulheres. Mas a verdade é que o que ela fala, o que ela representa, se aplica ao pensamento de muitas mulheres. É igual a criticar a série Girls, da HBO, falando que aquelas personagens são insuportáveis e a história toda é horrível, quando a gente sabe que a vida das pessoas na verdade se aproxima muito mais daquilo do que com qualquer outra representação das mulheres na mídia. Mas eu vou deixar para falar mais de Girls depois.

Voltando à Lana, eu discordo de quem fala que ela representa esse ideal antifeminista de mulher.  Não me parece, nas músicas dela, que ela está dizendo que o comportamento dela é ótimo e aceitável, “hey, garotas, façam como eu faço”. E se você parar para ouvir o disco inteiro dela, tudo me soa muito mais justamente como uma critica a esse pensamento. Peguemos a música Lolita, a penúltima faixa da edição de luxo do álbum. Ela diz:

“I know what the boys want, I'm not gonna play”

A música inteira é sobre ela emulando esse conceito de Lolita, muito consciente do que faz. Faz com que eu pense que, talvez, o álbum inteiro seja ela emulando esse comportamento cômodo para apreciação masculina, mas tendo total noção disso. E mesmo que não seja o caso, existe outra música, definitivamente a minha favorita, que não abre outra interpretação da mensagem, para mim, completamente feminista. Vejamos This Is What Makes Us Girls:

This is what makes us girls/
We don't look for heaven and we put our love first/
Something that we'd die for it, It's a curse/ 
This is what makes us girls/
We don't stick together 'cause we put our love first

Você tem um resumo da concepção padrão da amizade feminina em um refrão de uma música de uma cantora que todo mundo parece pintar como uma imbecil sem cérebro. Vem alguém e me diz que ela está fazendo um desfavor às mulheres e à causa feminista, o que é muito estranho porque primeiro, essas pessoas não são as que parecem se importar muito com o feminismo, e segundo, quantas das cantoras que estão no topo das paradas estão falando algo assim? Talvez ela não seja a com maior qualidade musical, maior carisma ou apelo ao público, a mais original, mas o que ela fala se relaciona muito mais com como eu me sentia (e ainda me sinto, nos piores dias) do que uma Adele chorando as mágoas do fim do relacionamento dela de um jeito um tanto quanto passivo-agressivo que ninguém questiona.

A primeira vez que eu ouvi This Is What Makes Us Girls eu senti uma vontade imensa de falar para a Talita que a gente não poderia deixar cara nenhum ficar entre a gente, em circunstância nenhuma, o que eu realmente falei e o que precisava ser falado porque é algo que acontece de verdade. E a Lana pode não ser exemplo nenhum a ser seguido, e não vejo porque ela deveria ser, ou queira ser, mas ela está falando de sentimentos reais, que garotas normais sentem, sobre a inadequação e a vontade de ser resgatada por um homem perfeito e essa mistura de sentimentos que toda adolescente já sentiu, uma vez ou outra.


Lana Del Rey não precisa ser feminista, não é a obrigação dela representar um ideal de mulher forte e independente. Pelo menos, ela está falando para meninas sobre sentimentos comuns às meninas, o que já é muito mais do que todo o resto da indústria musical. E se muita gente não gosta dela, talvez seja por isso. Porque por mais que a imagem e a mensagem dela seja voltada à apreciação masculina, ela não parece se importar de verdade com os homens. Ela sabe o que eles querem, mas ela não vai brincar.

7 de maio de 2012

A agenda feminista

"The feminist agenda is not about equal rights for women. It is about a socialist, anti-family political movement that encourages women to leave their husbands, kill their children, practice witchcraft, destroy capitalism, and become lesbians."

- Pat Robertson, um cara que sabe das coisas.

Só para compartilhar essa genialidade com quem quer que esteja lendo.